quinta-feira, 3 de março de 2011

Rock in Rio promove enquete para escolher artistas

Da Revista Rolling Stone Brasil




Foi aberta, no site oficial do Rock in Rio, uma votação para o público escolher duas atrações internacionais que gostaria que integrassem o line-up do evento, no palco Mundo.

Foram disponibilizados 20 artistas (dez no gênero rock e dez em pop) para votação. No gênero rock estão: Arctic Monkeys, Eric Clapton, Green Day, Guns N' Roses, The Killers, Linkin Park, Muse, R.E.M. e Soundgarden. Na categoria pop: Avril Lavigne, Britney Spears, Christina Aguilera, Jennifer Lopez, John Mayer, Lenny Kravitz, Mariah Carey, Miley Cyrus, Shakira e Taylor Swift.

De acordo com a assessoria de imprensa do festival, ainda não há data para o encerramento das votações. Os dois artistas mais votados poderão ser incluídos na programação - mas a assessoria deixa claro que não há nada confirmado, uma vez que a inserção das atrações no Rock in Rio envolve uma série de negociações.

O evento acontecerá nos dias 23, 24, 25 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro, no Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, no Rio. Até agora, foram confirmadas as atrações internacionais Elton John, Katy Perry, Rihanna, Stone Sour, Motörhead, Slipknot, Coheed and Cambria, Coldplay, Snow Patrol, Metallica e Red Hot Chili Peppers, que estarão espalhadas em noites temáticas dedicadas ao metal, rock, rock alternativo e pop, entre outras. Dentre as nacionais, estão Claudia Leitte, NX Zero, Capital Inicial, Sepultura, Angra, Skank, Marcelo Camelo, Céu, Arnaldo Antunes, Erasmo Carlos, Cidadão Instigado, Tulipa Ruiz, Tiê e Letieres Leite e Orkestra Rumpillez.

Clássicos - Beastie Boys - III Communication (1994)















Selo: Capitol
Produção: Beastie Boys - M. Caldato Jr.
Nacionalidade: EUA
Duração: 59:55


          Em 1994, o grupo nova-iorquino Beastie Boys sabia como movimentar uma festa. Já tinham aperfeiçoado as suas habilidades musicais e domínio dos samplers nos álbuns 'Check Your Head' e 'Paul's Boutique'. O trio regressou ao estúdio  com mais disposição para experimentar, produzindo um disco extremamente fiel às suas paixões (o budismo, as séries policiais dos anos 70 e o punk hardcore) e que representava tão bem o espírito da época que era impossível resistir a ele.
           'III Comunication' está dividido em três partes. Há faixas trash, curtas e pesadas, como "Tough Guy" ou "Heart Attack Man"; trabalhos com verve jazzistica ou mântricos, como "Flute Loop" ou "Shamballa", e a parte mais eficiente de todas, músicas calcadas em loops sampleados. "Root Down" é um bom exemplo disso. Baseado num loop do orgão de Jimmy Smith, constrói um crescente (em grande parte, graças ao trabalho pioneiro de Smith) que faz com que o ouvinte sempre queima mais. Segue-se a faixa "Sabotage", uma das músicas memoráveis da banda - um improviso com os três integrantes gritando as letras por cima da base.
              Como registro do que se passava naquele momento na cabeça dos três (meditação, rock explosivo, ser duas vezes mais cool e diferente que todos os outros), é um momento-chave na carreira da banda. Em essência, é um disco sobre diversão. Depois deste trabalho, eles ainda iriam aperfeiçoar seu som, tornando-o mais refinado, mas 'III Comunication' é um disco de festa por excelência.

Clássicos - Pearl Jam - Ten (1991)















Selo: Epic
Produção: Rick Parashar - Pearl Jam
Nacionalidade: EUA
Duração: 50:46




            Um movimento de guerrilha é definido como uma "unidade paramilitar autogerida que opera em pequenos grupos dentro de um território ocupado com o fim de causar danos e eventualmente derrotar um inimigo". Nos Estados Unidos, o último movimento digno desse tipo de menção originou-se em Seattle, em fim dos anos 80 e princípio dos 90, quando várias bandas pequenas - entre as quais se encontravam Nirvana, Soundgarden, Alice In Chains e Pearl Jam - decidiram que era hora de acabar com os falsos ditadores do hair metal.
            O Pearl Jam cresceu mantendo-se praticamente intacto, tendo sido formado a partir de integrantes de grupos fundamentais de hard rock como o Green River e o Mother Love Bone. No seu primeiro álbum, 'Ten', a banda lembra a melodia majestosa e a integridade ardente de mestres como Neil Young e The Doors, ao mesmo tempo em que davam um grito de guerra para um poderoso novo movimento do rock 'n roll.
       Os duros acordes de 'Ten', intensificados pelos solos pungentes com ecos de blues de Mike McCready, foram imediatamente assimilados por milhões de adolescentes ávidos por algo novo. O primeiro single, "Alive", resumia as virtudes do disco: refrões fáceis de serem cantados, letras inquietantes e reflexivas e guitarras entrelaçadas de forma sombria. A voz do barítono Eddie Vedder fazia com que o Pearl Jam estivesse mais ligado ao rock clássico do que o Nirvana, com os gritos punks de Kurt Cobain.
          O rugido de "Why Go", o mar de reverberação de "Oceans" e a contundente "Porch" reuniam uma torrente  de grunge, enquanto o single de sucesso "Jeremy" fez com que cada um dos adolescentes shoe-gazer se perguntassem, por um breve instante, como seria estourar o crânio na frente da turma.


Tracklist

Once 3:51
Evenflow 4:53
Alive 5:40
Why Go 3:19
Black 5:48
Jeremy 5:18
Oceans 2:41
Porch 3:30
Garden 4:58
Deep 4:18
Release 6:30    

quarta-feira, 2 de março de 2011

Clássicos - Peter Frampton - Frampton Comes Alive (1976)















Selo: A&M
Produção: Peter Frampton
Nacionalidade: Inglaterra
Duração: 78:06


            Este álbum duplo ao vivo de Peter Frampton sintetiza o alegre rock escapista pós-Vietnã. Com vendas estimadas em 16 milhões de cópias, o disco só perde para o blockbuster de Bruce Springsteen, de 1985, como maior sucesso da história das gravações de shows.
                Realizado entre março e novembro de 1975 - principalmente durante a primeira gigantesca apresentação de Frampton, em Winterland, São Francisco - , o álbum foi considerado por Cameron Crowe da revista Rolling Stone, como "muito mais do que um presente. É um testemunho de Peter Frampton em seu hábitat natural". O disco, seguindo a fórmula estabelecida pelo KISS em 'Alive!', transformou um jogador de time pequeno num craque de seleção. Antigo integrante das bandas de rock inglesas The Herd e Humble Pie, Frampton tinha gravado três discos de razoável sucesso; com 'Frampton Comes Alive!', ele liderou a parada da Billboard durante 10 semanas.
                A coleção de 14 músicas traz uma boa mistura de seus discos e dos tempos do Humble Pie. A animada "Somethin's Happenin'"e a insistente "Show Me The Way" dão vazão a seu repertório de vocais ricos, guitarras e violões jazzisticos, harmonias melodiosas e letras do tipo "ohhh baby". A banda manda ver em faixas como "I Wanna Go To The Sun", mas foi a histeria suscitada pelo hit "Baby, I Love Your Way" e por "Do You Feel Like We Do", cheia de efeito talkbox, que comprovou a característica alto-astral do som de Frampton. Graças a este álbum, ele foi convidado pelo então presidente americano Geraldo Ford, a visitar a Casa Branca.

Clássicos - Daft Punk - Homework (1997)
















Selo: Virgin
Produção: Daft Punk
Nacionalidade: França
Duração: 73:31




           Os ravers não estavam preparados para 'HomeWork'. No início de 1997, os encantos do britpop que tinham seduzido quase toda a juventude inglesa e a música eletrônica, antes tão progressista, estava em baixa. Mas a mistura de P-Funk, disco, acid e samples no estilo hip-hop do Daft Punk reinventou o gênero, deixando confusos adeptos da dance music da época.
         O álbum poderia ter sido apenas a obra de dois jovens precoces que, como insinuava o título, tinham feito o dever de casa. "É simples quando se é adolescente, é natural" - disse Guy-Manuel de Homem Christo, na época com pouco mais de 20 anos. "Qualquer adolescente prefere um tipo de música viva, a forma mais energética, e o rock 'n' roll não é mais nada disso. A música dance é muito mais jovem e inovadora".
            Depois de brincar com o rock indie na sua banda anterior, Darlin, Guy-Manuel e seu carismático parceiro de produção Thomas Bangalter partiram para a música dance num estilo nitidamente francês. O seu grande sucesso "Da Funk", de 1995, deve muito a George Clinton e Paul Oakenfold. O single seguinte, menos energético porém mais comercial, "Around The World", também funde influências muito heterogêneas (Kool And The Gang, Zapp, Buggles) numa só música. Era "cortar e colar" para as pistas, imediatamente novo mas muito retrô.
        'HomeWork' fez a ponte entre os estilos de música dançante mais consagrados e o ecletismo crescente do big beat. Provou a muito freqüentadores de clubes que o dance era algo além de pílulas e sons pré-programados.

Tracklist
Daftendirekt 2:44
WDPK 83.7 FM 0:28
Revolution 909 5:26
Da Funk 5:28
Phoenix 4:55
Fresh 4:03
Around The World 7:07
Rollin'&Scratchin' 7:26
Teachers 2:52
High Fidelity 6:00
Rock 'n'Roll 7:32
Oh Yeah 2:00
Burnin'6:53
Indo Silver Club 4:32
Alive 5:15
Funk Ad 0:50

Clássicos - Alice In Chains - Dirt (1992)































Selo: Columbia
Produção: Alice In Chains - Dave Jerden
Nacionalidade: EUA
Duração: 57:30




           Quando Seattle foi designada como o epicentro de um movimento musical, no ínicio dos anos 90, o Alice In Chains e o seu álbum 'Dirt' se viram, inesperadamente, no centro das atenções. Até então o grupo era considerado como "uma banda de metal em ascensão", sendo a banda de abertura dos shows de grupos como Van Halen e Poison. A sua aparição no filme de Camerom Crowe, 'Singles'- o que há de mais próximode uma versão cinematográfica do movimento grunge em Seattle - , lhes trouxe notoriedade imediata. A inclusão de uma música sua ('Would?') no filme gerou interesse pelo álbum, que se tornou um grande sucesso, chegando ao sexto lugar das paradas norte-americanas.
         A banda representava bem a cena de Seattle com as suas guitarras cheias de distorção e as letras melancólicas. Armado com um som influenciado pelo Black Sabbath e as melodias marcantes do vocalista Layne Stanley, 'Dirt' contribuiu para que o grunge se tornasse um gênero musical.
          O disco está repleto de alusões a dependência das drogas de Staley, uma antevisão de sua morte por overdose quase uma década depois. Havia indícios a respeito das músicas  sobre drogas e suícidio, como 'Junkhead': "We are an elite race of our own! The stoners, junkies and freakers" ("Somos uma elite racial à parte! Os maconheiros, viciados e anormais") e 'Dirt': "I want to taste the dirty, stinging pistol / In my mouth, on my tongue" ("Quero experimentar a picada suja da pistola / Em minha boca, em minha língua"). Quando o álbum foi lançado, os problemas pessoais de Staley foram negados na imprensa, embora fosse fácil de perceber que havia algo de errado com ele. Como foi publicado na 'Spin Magazine', "há uma sinceridade  brutal mas preocupantemente honesta nas letras... como uma forma de cortar o próprio corpo e deixar que os ouvintes olhe dentro dele". Não há dúvidas de que o Alice In Chains transmitiu uma mensagem bem clara.

Tracklist

Them Bones 2:30
Dam That River 309
Rain When I Die 6:01
Sickman 5:29
Rooster 6:15
Junkhead 5:09
Dirt 5:16
God Smack 3:50
Untitled 0:43
Hate To Feel 5:16
Angry Chair 4:47
Down In A Hole 5:38
Would? 3:27

terça-feira, 1 de março de 2011

Biografia de Lobão vai ser transformada em filme

Da Folha de São Paulo



A vida do cantor Lobão deve virar filme em breve.
Os direitos da biografia dele foram vendidos para o produtor Rodrigo Teixeira.
Com o título "50 Anos a Mil", o livro foi escrito por Claudio Tognolli.
A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta terça-feira (1º). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.