quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Gorillaz tocam juntos pela última vez.

Damon Albarn disse que a atual formação do Gorillaz não irá tocar juntos novamente, e que a banda agora estava encerrando sua turnê mundial.

Faland0 no final do show da turnê “Escape to Plastic Beach” na Auckland’s Vector Arena no dia 21 de Dezembro, Albarn prestou esta homenagem aos companheiros de banda: Mick Jones e Paul Simonon (2 ex-Clash), Bobby Womack, Little Dragon e Daley.


“Eu realmente estou tentando censurar meus sentimentos esta noite”, declarou ele a plateia do show.

Ainda: Para nós, esta é a última vez ... todos nós esperamos e rezamos nesta fase, e [para] todas as pessoas que trabalham conosco, que teremos a oportunidade de trabalhar juntos como uma banda novamente.”
O Gorillaz lança novo álbum no ínicio de 2011.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Gorillaz anuncia "Tracklist" de novo album

Gorillaz anunciou o tracklisting de seu novo álbum «The Fall», que deverá ser lançado de graça no dia de Natal para os membros do fã-clube da banda.

Damon Albarn descreveu a gravação do álbum, no seu IPAD, em mais de 32 dias em turnê da banda norte-americana neste outono (europeu) , como uma distração da monotonia da turnê.

Tracklist de "The Fall"



'Phoner To Arizona'
'Revolving Doors'
'HillBilly Man'
'Detroit'
'Shy-town'
'Little Pink Plastic Bags'
'The Joplin Spider'
'The Parish Of Space Dust'
'The Snake In Dallas'
'Amarillo'
'The Speak It Mountains'
'Aspen Forest'
'Bobby In Phoenix'
'California And The Slipping Of The Sun'
'Seattle Yodel' 

Green Day ao vivo


Álbum ao vivo do Green Day 

está disponível para pré-venda




Depois de muita especulação sobre o lançamento, um pacote com CD e DVD intituladoAwesome As F**k foi anunciado no site da Amazon
Foto: Reprodução/MySpace oficial
Álbum ao vivo prometido pelo Green Day deve chegar ao mercado em março de 2011
Álbum ao vivo prometido pelo Green Day deve chegar ao mercado em março de 2011
Há meses que os fãs do Green Day estão especulando sobre o lançamento de um disco ao vivo da banda. Mais especificamente, desde agosto, quando eles próprios escreveram no Twitter oficial do grupo a respeito de um "possível álbum ao vivo chegando", pois estavam gravando seus shows desde início da atual turnê, a mesma que passou pelo Brasil (leia aqui como foi o show em São Paulo). O grupo chegou até a anunciar o trabalho durante uma performance. Agora, embora não haja um comunicado oficial, parece que finalmente os indícios de que o projeto irá vingar ficaram mais concretos, pois o site de compras online Amazon divulgou um produto na sua lista de pré-vendas que, pelo que tudo indica, é o tão prometido material ao vivo.

Custando US$ 19,23 (cerca de R$ 33), o pacote com CD e DVD foi batizado de Awesome as F**k. Segundo o site, a chegada do produto ao mercado acontece no dia 15 de março de 2011. Veja aqui a pré-venda da Amazon.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

???Bruce Springsteen e Neil Young cantando uma música da filha de Will Smith????

Calma leitores, não há motivo para panico ainda.


Tudo não passou de uma brincadeira entre Bruce Springsteen e o comediante americando Jimmy Fallon, que só para variar um pouquinho em suas imitações, encarnou um Neil Young riponga anos 70 e fez esse pequeno dueto com o igualmente travestido ripongamente Springsteen.

Tudo não passou de uma brincadeira, assim espero.

O nome da música é Whyp My Hair.





Escrito a mão de Bob Dylan com a letra de "The Times They Are A-Changin" vai a Leilão

A casa de leilão Sotheby's responsável pela venda avalia que o valor final do manuscrito ficará entre £ 128.000 e £ 193.000.

A peça autografada que foi escrita à lápis, ainda contém 5 linhas com a introdução de "North Country Blues"

O item original em poder do cantor e compositor Kevin Krown, que gravou as primeiras composições de Dylan.

Veja aqui uma imagem do item.


Para maiores informações visite: Sothebys.com


Stuart Murdoch frontman do Belle & Sebastian lança livro



O Frontman do Belle & Sebastian, Stuart Murdoch irá lançar um livro com diário on-line entre 2002 e 2006.

Com o título de "The Celestial Café", Murdoch já avisa que o livro não tem a marca registrada dos diários das bandas de rock, com seus excessos e loucuras.

Disponível pela Ponoma Books, o Belle & Sebastian atualmente está em turnê pelo Reino Unido.

O lançamento do livro está marcado para o começo de 2011.


Perversa Cortesia (Reprodução)

Artigo publicado originalmente no blog Atlantic Road de Mário Cruz



Perversa cortesia

Ainda que a temporada de shows não tenha terminado junto dos festivais, já dá um certo alívio de saber que não teremos mais grandes eventos e suas constangedoras pistas vips em São Paulo ou arredores - pelo menos até a próxima semana. Em 2010, a organização e produção de shows e festivais como o SWU e  Paul McCartney, foram além da histeria e provaram a competência da indústria dos grandes espetáculos. Diferentemente das batalhas honoráveis que veículos tinham de travar para conseguir entrevistas, jornalistas de mídia impressa agora são recebidos para exclusivas até com um ex-Beatle. Outras variáveis da indústria, como negociações das vindas dos artistas já foram abordadas pela Rolling Stone em 2007 e, recentemente, pela Época SP. As duas corroboram a tese de que o Brasil é, além do destino dos dólares do mercado financeiro internacional, um mercado respeitável como bilheteria de shows, atualmente principal apoio do tripé de faturamento de grandes artistas pop.

No entanto, à medida que o mercado se fortalece, aberrações bem brasileiras surgem. A área vip à frente do palco, por exemplo, é a perversão derradeira de uma área antes conhecida como gargarejo. É óbvio que em grandes shows como o de Paul ou de Madonna, dá para entender que as grandes empresas patrocinadoras queiram garantir privilégios para seus convidados perto do palco, mas para isso e desde sempre existiu o camarote. Agora, movidos por uma ganância sem limites, numa prática apenas existente no Brasil, o grupo dos privilegiados, formado em sua maioria por gerentes de marketing, assistente, profissionais de agência e bajuladores de plantão, invadiram e inflaram um espaço antes apenas utilizado pelos produtores para acomodar técnicos, alguns pouquíssimos convidados, cadeirantes e, com raras exceções, jornalistas a trabalho (na maioria, fotógrafos).

Não bastasse mazelas graves da sociedade brasileira como a grande diferença entre ricos e pobres (os avanços podem ser notados, mas ainda são insuficientes e o Vale Cultura ainda não foi aprovado), agora há um mecanismo que separa os privilegiados dos mais privilegiados. Com o tempo, cenas que presenciamos ao vivo ou pela imprensa em geral, do fã formindo na fila para garantir um bom lugar à frente do palco deixarão de existir. A pista vip tornou-se a área dos refrões de embromation e é muito frequente e risível que seus convidados não conheçam a banda que estão assistindo e utilizam do espaço para o exercício estendido de suas reuniões sociais e de negócio, viram as costas para o músicos, acendem seus cigarros (como maneira de afirmação de que estão nas salas de suas casas), tiram fotos em grupo como se estivesse adiante de totens imaginários de marcas de cartões de crédito ou empresas de celular.

Em maio de 2007, algumas semanas antes da realização do show do Cold Play no Brasil, quando os ingressos atingiram a então inédita marca de R$ 600 reais por convite em uma área próxima ao palco, no Via Funchal (suplantando os R$400 do ingresso do show de Ben Harper, em dezembro de 2006), a performance de estréia da nova turnê da cantora e atriz norte-americana Barbara Streisand havia sido cancelado em Roma. O show aconteceria em junho, e embora os organizadores tenham corrido à imprensa para desmentir, os cidadãos daquele republicano país sentiram-se protegidos pelo impedimento do show: Motivo: abuso do poder econômico. Mesmo em uma economia então vigorosa, ativistas de grupos de defesa do consumidor organizaram-se e conseguiram espaço na mídia para protestar contra preços que variavam entre 150 e 900 euros. O argumento usado foi de que as melhores cadeiras para a apresentação de uma ópera no luxuoso La Scala, em Milão, custavam 200 euros. Os ativistas ainda protestavam porque o estádio Flaminio, onde o evento seria realizado era de propriedade pública e “não poderia ser utilizado para acordos imorais que são vergonhosos para um país civilizado”. Ora, quanto a isso, não há mesmo do que reclamar, embora seja possível imaginar que em breve, com a construção do mega estádio do Corinthians, a ser levantado com investimento público, muitos shows passarão a ser realizados lá.

Como a educação e o amadurecimento da sociedade brasileira não avança na mesma velocidade que os índices de crescimento econômico, estamos fadados a assistir de perto (ou de longe), o enraizamento da área vip e, provavelmente, o surgimento de outras picaretagens criadas pelos produtores à revelia do conhecimento das equipes de produção internacionais dos shows contratados. Não podemos esquecer de que, diante da informação de que havia um área vip separando seu público, na contramão das mensagens cantadas em suas músicas, Zac de La Rocha,, vocalista do Rage Against the Machine, pressionou a organização do SWU a diminuir o espaço reservado para os bacanas. O argumento de Eduardo Fischer, o publicitário responsável pela realização do festival, de que a banda viajava de primeira classe soou ridícula. Artistas do porte do RATM estão na estrada há anos e, quarentões, tem o direito de viajar da maneira que lhes convier. Mesmo a parcela mais chavista dos fãs da banda entendem isso.

Com o passar do tempo, São Paulo, a cidade que se orgulha de seu metrô, mas que é contra a construção de estações em seus próprios bairros para não atrair muitos transeuntes às calçadas reservadas a seus pets, vai se transformar numa versão pós-moderna de Johanesburgo durante o apartheid.  Não bastasse a sofisticada rede de privilégios alcançadas em negociatas entre empreiteiras e governantes, que impedem o avanço do transporte público e negligenciam as condições de moradia em favelas, ao autismo da sociedade que deixa à própria sorte crianças nas ruas e tratam a epidemia de crack como uma versão mais interativa da série Walking Dead, estamos agora diante da marketização da desigualdade.

O Festival Planeta Terra, ao posicionar mais uma vez o camarote na lateral do palco deu o exemplo de que é possível manter o nível de satisfação de seus clientes (vips ou comuns) sem corromper o espetáculo. O Rock in Rio segue na mesma direção e divulgou que não terá área vips - o que contradiz inclusive eventos que afirmam que só é possível trazer shows concedendo privilégios descabidos aos patrocinadores. Fica a esperança de que as autoridades e sobretudo o senhor promotor João Lopes Guimarães Jr., da Promotoria de Justiça do Consumidor do Ministério Público de São Paulo, atente-se ao problema. De fato, a cobrança por valores exorbitantes por lugares na área vip, está na mesma categoria da venda de convites por cambistas por valores estratosféricos (abuso do poder econômico) ou até constangimento ilegal (pelo uso de barras de metal para separar iguais). E não é preciso ser um ás em matemática para entender que os valores totais pagos por uma pequena parcela do público não seriam suficientes para trazer nem uma fração dos equipamentos de bandas como o U2, Massive Attack ou Kings of Leon. Como a turma do patrocínio afetivo tem provado no Rio de Janeiro, é o público que faz o show: livre para circular livremente na pista, com o direito incorruptível de fazer fila para garantir um lugar mais perto do ídolo e a chance de que, sonhos se concretizem, histórias de amor fagulhem e amizades comecem.

Mário Cruz