quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Clássicos - Amy Winehouse - Back to Black (2006)
















Selo Island
Produção Mark Ronson - Salaam Remi
Nacionalidade  Grã-Bretanha
Duração 34:55

Um camaleão do jazz, Amy Winehouse desceu ao quinto dos infernos via Motown e grupos vocais femininos dos anos 60, para produzir seu segundo álbum, Back to Black, ganhador do Grammy. Graças a esse esforço, criou uma brilhante obra-prima, importante não apenas em seu próprio tempo, mas também como uma matriz  do que é soul para as próximas gerações.

Mesmo sendo uma obra-prima, Back to Black não é das coisas mais fáceis de se ouvir, e a produção compartilhada por Mark Ronson e Salaam Remi (Responsáveis pelos acertos e mexidas em Frank, o disco de estréia) não dilui em nada os defeitos muito humanos de Amy. A faixa de trabalho "Rehab", envolvente, um tributo a Phil Spector, se retorce e bate seus pézinhos metálicos em  cada "No, no, no". Desafiadora, recheada de sopros, "I'm No Good" desliza provocantemente pelos ouvidos até dar uma guinada e se transformar em um soul crepuscular. "Me & Mr. Jones" cospe e uiva ante a "sacanagem" que a antagonista enfrenta, e a faixa é dominada pelo som de batidas que simulam a aceleração dos batimentos cardíacos de Amy ao vislumbrar seu amor perdido de caso novo. La Winehouse claramente não é fácil de se derrubar como uma estrelinha pop qualquer.

Quando os metais saem de cena, é aí que o disco se torna verdadeiramente belo. Lamentos tocantes como "Love Is A Losing Game" e "Wake Up Alone", com sua delicada produção e doçura vacilante, são tão inovadores quanto despojado.

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