terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Clássicos - Johnny Cash - Johnny Cash At Folson Prison (1968)
















Selo Columbia
Produção Bob Johnston 
Nacionalidade EUA
Duração 44:49

Que venha a hora, que venha o Homem de Preto! O ano de 1968 foi maravilhoso para Johnny Cash, marcando o fim de um período desnorteado durante o qual sua música foi marginalizada pelo establishment  do country e seus problemas pessoais chegaram a um problema crítico.  Ele conheceu June Carter, filha de uma das famílias mais tradicionais do country, com quem se casou naquele ano, e ela o ajudou a vencer o vicio em anfetaminas. Em janeiro, Cash gravou At Folsom Prison, seu primeiro album de sucesso em cinco anos.

A atuação de Cash diante de dois mil detentos (e de um considerável contigente de guardas fortemente armados) na perigosa penitenciária da Califórnia é cheia de tensão. Ao começar com "Folsom Prison Blues" - um sucesso de 1956, de compreensível importância para a platéia - , Cash se apresenta como um deles, excluindo os carcereiros e os guardas ali presente. Quando grita desafiadoramente, em "25 Minutes To Go": "Well I Laughed in [the sheriff's] face and i spit in his eye"("Eu ri na cara [do xerife] e cuspi em seu olho"), a multidão ruge, em aprovação,  e ele quase ultrapassa os limites.

Mas as músicas foram bem escolhidas pelas autoridades, porque as histórias de Folsom falam das duras lições e das pernas para se alcançar a redenção - como nos lamentos do ex-presidiário à beira da morte em 
"Give My Love To Rose", ou na eletrizante "Greystone Chapel", ma homenagem à igreja de Folsom escrita pelo preso Glen Sherley, que Cash menciona antes de começar a cantar.

É a música de um homem de volta ao topo.

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